Tumor de Testículo

Dr. André Yoichi – Urologia / Uro-oncologia

Os testículos se localizam dentro da bolsa escrotal e são responsáveis pela produção dos espermatozoides e da testosterona, o hormônio sexual masculino.

Apesar de ser considerada rara e não figurar entre os dez tipos mais frequentes de câncer no homem, esta é a neoplasia maligna mais comum em homens entre 20 e 40 anos de idade, justamente na fase em que estão bastante produtivos do ponto de vista acadêmico e profissional, além de ser a fase de maior atividade sexual e reprodutiva.
Quando detectado precocemente apresenta grande possibilidade de cura, apresentando baixo índice de mortalidade.

O que aumenta o risco?

O principal fator associado ao câncer testicular é a criptorquidia (testículos posicionados fora da bolsa escrotal ao nascimento), por isso a importância do exame do pediatra
para verificar a descida dos testículos e sua presença na bolsa escrotal.

 

Sinais e sintomas

A alteração mais frequente é o aparecimento de um nódulo (caroço) duro, geralmente indolor, no testículo, mas deve-se ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, alteração na textura como endurecimentos e dor imprecisa na parte baixa do abdômen. Por isso é recomendado o autoexame realizado todos os meses como um meio de detectar qualquer alteração importante para o diagnóstico precoce.


Como diagnosticar?

O diagnóstico se faz pelo exame de ultrassonografia da bolsa escrotal, que é capaz de caracterizar a presença do tumor e sua relação com as estruturas vizinhas, além de diferenciar das outras doenças (torção de testículo e inflamação testicular). Outra vantagem do ultrassom é a capacidade de mostrar tumores não palpáveis ao exame físico do urologista, sendo estas lesões diagnosticadas em fases iniciais, facilitando o tratamento desses pacientes.

Tratamento

O tratamento inicial geralmente envolve uma cirurgia para remoção parcial ou total do testículo acometido. A função sexual ou reprodutiva do paciente não é afetada, desde que o outro testículo esteja saudável.
Alguns pacientes podem necessitar de outra cirurgia complementar para retirada de gânglios dentro do abdome (linfadenectomia retroperitoneal), além de radioterapia e quimioterapia. A complementação dependerá da investigação, que avaliará a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos.
Muitos dos pacientes com câncer ainda não possuem uma família constituída. Como o tratamento pode representar um grande impacto na fertilidade desses indivíduos, os pacientes que desejarem podem ter seus espermatozoides congelados antes do tratamento definitivo, permanecendo assim a possibilidade de obtenção de gravidez por método de reprodução assistida.

Quanto ao aspecto estético, hoje são utilizadas próteses testiculares de silicone implantadas no ato da retirada do testículo.

 

Atenção: A informação existente neste portal pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.